Ter Resiliência


O desespero de realizar a si mesmo e não conseguir leva constantemente a buscar algo que nos conforte e nos justifique. Então nos apegamos à carreira, ao status social, à aparência, mesmo ao afeto dos amigos e familiares. Entretanto, quando estes falham, o mundo que sobre isso se alicerçava cai. Um homem que constrói a casa sobre a areia fica sem moradia quando vem a tempestade. Estou falando de pessoas resilientes que não têm medo de serem questionadas; ao contrário, aceitam a crítica. Elas assumem a dor e a tragédia da existência. Nessas situações, quando tudo parece balançar, tais pessoas conservam certa dose de energia e vitalidade que lhes permite levantar. Isso porque o fundamento da própria vida não está naquilo que se faz ou que se tem, naquilo que se pode perder. Por incrível que pareça elas conseguem encontrar vida nas situações de morte, beleza naquilo que é feio, luz nos cenários de trevas; de todo mal tiram um bem. A pergunta que fica é, onde está essa fonte e fortaleza? Uns dirão que é Deus, outros que é o próprio ser, outros ainda que é o amor. Diversas religiões, filosofias e caminhos foram apontados ao longo da história da humanidade e não cabe aqui dizer qual caminho cada um deve trilhar. Como diz o poeta, “caminheiro, não existe caminho, faz-se caminho”. Importa, pois, olharmos para o fato de que vivemos tempos difíceis, de incertezas. Entretanto, as dificuldades e problemas só se tornam um perigo quando o fundamento da própria vida é frágil, sem fundamentos. O que move a sua vida? Qual o seu fundamento e sua razão para viver?

Diácono Carlinhos

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